E eis que surge aquela que teria sido a Casa da Severa, uma Mulher que tocava a guitarra e evocava um canto dorido e melancólico, como se estivesse a cantar ao destino, à saudade, à desgraça, aos amores e desamores, e por isso dizia que a Maria Severa “cantava ao fado”.
Esta casa que foi reconstruída e adaptada pelo arquitecto José Adrião e que se encontra sob gestão do Museu do Fado, é agora um restaurante de degustação de petiscos portugueses, constituindo a única Casa de Fados do Bairro da Mouraria.
O Fadista Hélder Moutinho e os seus sócios, Bela e Carlos Silva, fazem as honras da casa e todas as noites de Quarta a Domingo é possível ouvir o som da Guitarra Portuguesa, da Viola de Fado e das Vozes que por ali vão passando. Para além das tertúlias, exibição de filmes e fadistices.
Entre os fadistas, sejam eles intérpretes, músicos, poetas e ouvintes, há um ditado muito antigo: O fado é aquele que não se cria, nem se vê; não se procura, nem se idealiza; Apenas acontece… O Mistério do Fado…